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Controle de Perda de Colheita

Atualizado há mais de 2 semanas

1. Avaliação de Perdas de Pré-colheita


Estas são as perdas anteriores à entrada da máquina, causadas por clima, pragas ou manejo genético. A tolerância aceitável para esta etapa é de 0 kg/ha.

Metodologia: Colocar 4 aros de arame de 56 cm de diâmetro cada um em uma área representativa (totalizando 1 m²).

Coleta: Juntar grãos soltos e vagens caídas dentro dos aros, ou medir em gramas (peso).

Exemplo de Cálculo:
60 grãos de soja (ou 10 gramas) nesse metro quadrado representam uma perda de 100 kg/ha.


2. Avaliação de Perdas da Colhedora


Uma vez determinada a perda de pré-colheita, avalia-se o desempenho da máquina utilizando aros cegos (com fundo ou forrados).


Disposição dos Aros

Nos mesmos setores do talhão onde avaliamos a pré-colheita, aguardamos a passagem da máquina para realizar a avaliação da colhedora.

Colocados ao lado do rastro da máquina, esperamos passar o cabeçalho, depois o eixo dianteiro, e antes que passem o eixo traseiro e o espalhador de resíduos da máquina, devemos colocar no chão os quatro aros cegos.

Locais recomendados para posicionar os aros cegos

Três dos quatro aros cegos devem ser colocados entre a roda e o divisor lateral do cabeçalho, dentro da largura de trabalho do cabeçalho (e antes da passagem do espalhador de resíduos).

O quarto aro deve ser colocado embaixo da máquina, o mais centralizado possível da caixa de peneiras.


É importante que isso seja respeitado, pois dessa forma estaremos amostrando um setor da máquina onde geralmente ocorre o maior percentual de perdas por cabeçalho e por cauda.

Após a passagem da máquina, os aros cegos ficarão cobertos com o resíduo da colheita. Sobre os aros cegos e entre o resíduo, qualquer grão de soja ou vagem com grão estará dentro das perdas por cauda.

Para converter essa amostra em kg/ha perdidos, pode-se utilizar o recipiente de leitura direta que acompanha esta publicação, ou então contar ou pesar os grãos.

Debaixo de cada aro cego encontraremos a perda provocada pelo cabeçalho, misturada com a perda de pré-colheita, caso tenha ocorrido.


Para diferenciar esses dois valores, coletamos todo grão solto e vagem com grão que tenha ficado abaixo dos aros cegos e transformamos a amostra em kg/ha perdidos, utilizando as mesmas equivalências usadas para as perdas por cauda.
Uma vez obtido o valor, subtraímos o valor das perdas de pré-colheita para obter o valor das perdas ocasionadas pelo cabeçalho.


Tipos de Perda na Máquina

As perdas da colhedora normalmente se dividem em aproximadamente:

  • 70% pelo cabeçalho

  • 30% pela “cauda” (separação e limpeza).

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