1. Avaliação de Perdas de Pré-colheita
Estas são as perdas anteriores à entrada da máquina, causadas por clima, pragas ou manejo genético. A tolerância aceitável para esta etapa é de 0 kg/ha.
Metodologia: Colocar 4 aros de arame de 56 cm de diâmetro cada um em uma área representativa (totalizando 1 m²).
Coleta: Juntar grãos soltos e vagens caídas dentro dos aros, ou medir em gramas (peso).
Exemplo de Cálculo:
60 grãos de soja (ou 10 gramas) nesse metro quadrado representam uma perda de 100 kg/ha.
2. Avaliação de Perdas da Colhedora
Uma vez determinada a perda de pré-colheita, avalia-se o desempenho da máquina utilizando aros cegos (com fundo ou forrados).
Disposição dos Aros
Nos mesmos setores do talhão onde avaliamos a pré-colheita, aguardamos a passagem da máquina para realizar a avaliação da colhedora.
Colocados ao lado do rastro da máquina, esperamos passar o cabeçalho, depois o eixo dianteiro, e antes que passem o eixo traseiro e o espalhador de resíduos da máquina, devemos colocar no chão os quatro aros cegos.
Locais recomendados para posicionar os aros cegos
Três dos quatro aros cegos devem ser colocados entre a roda e o divisor lateral do cabeçalho, dentro da largura de trabalho do cabeçalho (e antes da passagem do espalhador de resíduos).
O quarto aro deve ser colocado embaixo da máquina, o mais centralizado possível da caixa de peneiras.
É importante que isso seja respeitado, pois dessa forma estaremos amostrando um setor da máquina onde geralmente ocorre o maior percentual de perdas por cabeçalho e por cauda.
Após a passagem da máquina, os aros cegos ficarão cobertos com o resíduo da colheita. Sobre os aros cegos e entre o resíduo, qualquer grão de soja ou vagem com grão estará dentro das perdas por cauda.
Para converter essa amostra em kg/ha perdidos, pode-se utilizar o recipiente de leitura direta que acompanha esta publicação, ou então contar ou pesar os grãos.
Debaixo de cada aro cego encontraremos a perda provocada pelo cabeçalho, misturada com a perda de pré-colheita, caso tenha ocorrido.
Para diferenciar esses dois valores, coletamos todo grão solto e vagem com grão que tenha ficado abaixo dos aros cegos e transformamos a amostra em kg/ha perdidos, utilizando as mesmas equivalências usadas para as perdas por cauda.
Uma vez obtido o valor, subtraímos o valor das perdas de pré-colheita para obter o valor das perdas ocasionadas pelo cabeçalho.
Tipos de Perda na Máquina
As perdas da colhedora normalmente se dividem em aproximadamente:
70% pelo cabeçalho
30% pela “cauda” (separação e limpeza).